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Até onde os agentes de IA podem assumir o atendimento ao cliente?
Toda operação de atendimento ao cliente tem uma parcela de contatos que se repete: dúvidas sobre pedidos, solicitações de segunda via, atualizações cadastrais, consultas de saldo. São interações que já foram respondidas inúmeras vezes e que consomem tempo de quem atende.
Os chatbots tradicionais ajudaram a absorver parte desse volume, mas dependem de respostas e caminhos previamente configurados. Quando a conversa sai do que foi previsto, podem não encontrar uma resposta adequada. Os agentes de IA no atendimento ampliam esse modelo ao interpretar o contexto, consultar plataformas corporativas e realizar ações autorizadas.
A questão, portanto, não é decidir se a inteligência artificial deve substituir quem atende, mas entender em quais situações ela consegue conduzir uma interação sozinha, quando precisa de supervisão e quando é melhor deixar a condução nas mãos de uma pessoa.
É isso que vamos analisar ao longo deste artigo, passando pelas aplicações em que os synthetic workers já conseguem assumir boa parte do que o público busca, pelos cenários que ainda pedem participação humana e pelos cuidados para colocar essa tecnologia em operação.
Continue a leitura!
O que são agentes de IA no atendimento?
Um agente de IA no atendimento é um sistema de software capaz de conduzir um diálogo e, além de formular respostas, realizar ações para resolver a demanda. Dependendo das permissões concedidas pela empresa, ele tem condições de consultar o status de um pedido, verificar um registro no CRM (Customer Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente), atualizar um cadastro ou encaminhar uma situação para aprovação.
A diferença em relação a uma ferramenta que apenas responde perguntas está na combinação entre interpretação, decisão e ação. A inteligência artificial entende o objetivo do usuário, identifica a ação adequada e utiliza os meios disponíveis para chegar ao resultado.
De chatbot a agente de IA: o que muda?
Um chatbot tradicional funciona a partir de respostas e caminhos previamente configurados. Quando a pergunta corresponde ao que foi previsto, consegue orientar o percurso. Quando surge uma questão fora desse conjunto, tende a não encontrar uma resposta adequada ou encaminhar o cliente para um profissional.
A IA generativa consegue compreender perguntas formuladas de maneiras variadas e produzir respostas a partir do contexto. Isso melhora a interação, mas não significa, por si só, que consiga resolver a demanda. Gerar uma resposta é diferente de consultar registros internos, alterar um cadastro ou realizar uma ação.
O agente combina essas capacidades com acesso aos recursos necessários para conduzir a interação. Pode consultar uma base de conhecimento, verificar um pedido no CRM, atualizar um cadastro ou acionar um serviço por meio de uma API, desde que essas ações estejam autorizadas.
Essa diferença ajuda a entender o que caracteriza a IA agentiva. Em “The future of customer experience: Embracing agentic AI”, a McKinsey a descreve como uma abordagem orientada a objetivos: além de compreender solicitações, ela consegue tomar decisões e executar ações em nome de um usuário, desde que atue dentro das permissões, processos e controles estabelecidos.
Como um agente de IA atua durante um atendimento?
A atuação do agente acontece ao longo da própria conversa. A cada nova informação, ele pode revisar o que entendeu, verificar se já tem elementos suficientes para seguir e decidir qual deve ser o próximo passo. Isso permite conduzir atendimentos que não seguem um roteiro único, sem exigir que cada possibilidade tenha sido previamente mapeada.
Imagine um cliente que entra em contato para saber por que um pedido ainda não foi entregue. A ferramenta de IA pode identificar a solicitação, consultar o histórico da compra e verificar o status da entrega. Se encontrar uma ocorrência que explique o atraso, pode informar o cliente e, dependendo das regras definidas pela empresa, abrir uma solicitação ou acionar outro serviço. Se perceber que falta alguma informação, pode fazer uma pergunta antes de continuar.
O ponto importante é que o agente não precisa apenas encontrar uma resposta para cada pergunta. Ele consegue conduzir a interação considerando o que já aconteceu na conversa e o resultado de cada etapa. Isso permite lidar com demandas que exigem mais de uma consulta ou ação até chegar a uma resolução.
Também há situações em que a melhor decisão é interromper a atuação do agente e encaminhar o atendimento para uma pessoa. Isso pode acontecer quando a solicitação exige uma avaliação fora das permissões disponíveis, envolve uma situação sensível ou não pode ser resolvida com os recursos aos quais o agente tem acesso.
Onde agentes de IA já funcionam bem no atendimento?
Os melhores candidatos à automação são contatos que se repetem, têm um resultado esperado claro e não envolvem consequências relevantes em caso de erro. São cenários em que a operação já conhece o caminho para resolver a demanda e consegue acompanhar o resultado.
Essa priorização está alinhada à direção apontada pela Gartner para o suporte ao consumidor. A consultoria prevê que, até 2029, a Agentic IA a terá condições de resolver autonomamente 80% dos problemas comuns de serviço ao cliente, sem intervenção humana, com potencial de reduzir os custos operacionais em 30%.
A projeção não significa que todo acionamento deva ser automatizado, mas reforça a oportunidade em demandas frequentes, padronizadas e com critérios bem definidos de resolução.
Triagem e identificação da intenção do cliente
Identificar o motivo da solicitação é uma das aplicações mais comuns de IA no suporte ao consumidor. O agente analisa a mensagem, identifica o que está sendo buscado e encaminha o pedido para o tratamento adequado.
Isso reduz perguntas repetidas e pode diminuir transferências que não agregam valor entre áreas, contribuindo para reduzir o tempo médio de resposta.
Consultas e solicitações de baixa ambiguidade
Status de pedido, saldo, segunda via de documento, prazo de entrega e informações contratuais têm uma característica em comum: costumam exigir pouca complexidade e seguem regras conhecidas.
Quando consegue consultar a fonte correta, o modelo de IA é capaz de responder e encerrar a solicitação do usuário sem intervenção humana. Além de absorver mais demandas, esse tipo de uso contribui para indicadores como FCR (First Call Resolution, ou Resolução no Primeiro Contato) e custo por contato.
Atendimento baseado em conhecimento
Políticas, manuais, perguntas frequentes e procedimentos internos também servem de base para as respostas da inteligência artificial. A ferramenta consulta esse material e formula uma resposta de acordo com o que foi perguntado.
Aqui, a qualidade da fonte faz diferença. Conteúdos incompletos, conflitantes ou desatualizados aumentam o risco de respostas incorretas. Por isso, antes de ampliar esse uso, é importante saber quais materiais estão disponíveis para consulta da IA, quem os atualiza e como os conteúdos conflitantes serão tratados.
Execução de ações em sistemas integrados
Algumas demandas exigem mais do que uma resposta. Alterar um endereço de entrega, cancelar um pedido dentro da política vigente, agendar uma visita técnica ou emitir um boleto são exemplos.
Com acesso às ferramentas envolvidas, a solução pode consultar o que precisa, verificar se a solicitação está dentro das condições permitidas e realizar a ação autorizada.
Para que essa atuação seja possível, a automação deve estar conectada às estruturas que sustentam a operação. O mesmo estudo da McKinsey citado acima observou que profissionais de atendimento frequentemente acessam entre sete e dez aplicações para resolver uma solicitação, enquanto dados e registros ficam fragmentados entre diferentes plataformas. Por isso, a autonomia de um agente depende não apenas do modelo de IA, mas da qualidade das integrações com sistemas legados e demais fontes corporativas.
Onde a IA ainda exige intervenção humana?
A participação humana ganha importância quando a demanda depende de uma análise mais cuidadosa, envolve consequências relevantes ou foge das condições previstas pela operação.
A expansão da inteligência artificial não torna o suporte humano dispensável. Em pesquisa da Gartner com 163 líderes de atendimento e suporte, realizada em março de 2025, 95% afirmaram que pretendem manter profissionais humanos para definir estrategicamente o papel da IA. A consultoria destaca que uma estratégia “digital first, but not digital only” ajuda a combinar eficiência operacional com empatia, julgamento e capacidade de lidar com questões que não seguem um fluxo previsto.
Situações com alta carga emocional
Reclamações graves, insatisfação intensa e ocorrências envolvendo prejuízo financeiro exigem mais do que uma resposta correta. É importante perceber o tom da conversa, reconhecer a insatisfação e adaptar a abordagem conforme a reação de quem está sendo atendido.
A tecnologia pode identificar sinais de insatisfação e encaminhar o diálogo. O problema surge quando ela continua conduzindo um caso que pede escuta, negociação ou sensibilidade.
Exceções e situações fora das regras
Toda operação encontra questões que não se encaixam nas políticas estabelecidas. Uma condição comercial diferente, uma solicitação fora do prazo ou um problema que exige uma exceção são exemplos comuns.
Quando isso acontece, a IA consegue reconhecer que não tem autorização para seguir e interromper o atendimento automático, evitando que uma exceção seja tratada como se estivesse dentro das regras estabelecidas.
Decisões de alto impacto ou risco
Cancelamento de contratos de alto valor, negociação de dívidas e ocorrências com implicações jurídicas ou regulatórias merecem um nível maior de controle.
O sistema consegue consultar registros, reunir elementos relevantes e apresentar alternativas. A decisão, porém, pode ficar a cargo de alguém que tenha autoridade para avaliar as consequências e assumir a responsabilidade pelo encaminhamento.
Casos com contexto ambíguo ou informação insuficiente
Nem toda solicitação chega completa. O cliente às vezes faz uma descrição vaga, junta pedidos diferentes na mesma mensagem ou deixa de fornecer uma informação importante para sanar a questão.
A inteligência artificial consegue fazer perguntas para esclarecer o que está acontecendo. Se ainda faltar contexto para uma resposta segura, o encaminhamento para o atendimento humano evita que a solução preencha as lacunas com uma suposição.
Quando a confiança da IA é insuficiente
Também é preciso considerar quando a IA não encontra uma fonte confiável, identifica informações conflitantes ou não consegue determinar com segurança o que está sendo solicitado.
Nessas situações, insistir em uma resposta automática aumenta a possibilidade de erro. O atendimento deve ser interrompido antes que a tecnologia produza uma resposta sem base suficiente.
IA ou humano? Use uma matriz para decidir
Duas perguntas ajudam a orientar essa escolha: quanto o cenário exige de interpretação e qual seria o impacto de um erro? O cruzamento desses fatores oferece uma referência para decidir quanto de autonomia faz sentido em cada tipo de contato.
| Baixo risco | Alto risco | |
| Baixa complexidade | Automação plena | Automação com validação |
| Alta complexidade | Modelo híbrido | Atendimento humano |
Em situações de baixa complexidade e baixo risco, como consultar o status de um pedido ou emitir um boleto, a IA pode conduzir a demanda até o fim.
Quando o risco aumenta, a validação humana ganha espaço, mesmo em solicitações simples. Em cenários mais complexos e de baixo risco, a IA pode apoiar a análise sem assumir toda a condução. No quadrante de alta complexidade e alto risco, a participação de profissionais deve ter mais peso, enquanto a inteligência fica restrita às etapas em que sua contribuição é segura.
A matriz não é uma regra fixa. Ela serve para comparar tipos de demanda e criar uma referência comum entre suporte, operações, produto e tecnologia.
O melhor modelo não é IA versus humano, mas IA com humano
A divisão de responsabilidades precisa acompanhar o tipo de demanda. A IA pode conduzir atendimentos dentro dos limites estabelecidos, enquanto a atuação de um ser humano entra nos pontos que exigem aprovação, análise ou negociação.
A Gartner prevê que, até 2027, 50% das organizações que esperam reduzir significativamente sua força de trabalho de atendimento em razão da IA abandonarão esses planos. Segundo a consultoria, a dificuldade de operar uma estrutura totalmente sem humanos reforça a necessidade de combinar recursos automatizados com empatia, capacidade de julgamento e acompanhamento humano.
Isso exige saber em que ponto a intervenção se torna adequada e como a condução será transferida. É aí que entram o human in the loop e o handoff.
Mas o que é human in the loop?
Human in the loop é o modelo em que uma pessoa participa de algum ponto da interação conduzida pela IA. Cabe a ela aprovar uma ação mais sensível, revisar uma resposta ou assumir a condução quando a solução chega ao limite de sua autonomia.
O grau de participação varia conforme a complexidade do que está sendo tratado. Em alguns cenários, basta uma aprovação. Em outros, é preciso assumir a condução por completo.
Ainda em seu estudo, a McKinsey recomenda que empresas criem camadas de compliance, guardrails e segurança, além de mecanismos para simular e avaliar as interações conduzidas por sistemas de IA capazes de tomar decisões e realizar ações de forma autônoma em escala. O objetivo é definir com antecedência quais ações podem ser executadas automaticamente, quais exigem aprovação e em que circunstâncias o pedido será encaminhado à área responsável.
Como deve funcionar o handoff para o atendente humano?
Um bom handoff leva para quem assume o contato o contexto necessário para continuar a conversa. É importante registrar o que foi pedido, o que já foi consultado, quais ações foram realizadas e por que o atendimento foi encaminhado.
Quando o usuário precisa explicar tudo novamente, parte do ganho obtido com a IA desaparece. Isso aumenta o esforço de quem atende e pode afetar a percepção sobre o atendimento, inclusive indicadores como o CSAT (Customer Satisfaction Score, ou Índice de Satisfação do Cliente).
O papel do atendente muda com agentes de IA?
Sim. Com a inteligência artificial absorvendo contatos mais repetitivos, a participação humana tende a se concentrar em questões que exigem análise, negociação, sensibilidade ou tratamento de exceções.
Isso muda também o preparo de quem atende. Além de conhecer produtos e políticas, é importante saber avaliar o que a IA já fez, identificar quando assumir a ocorrência e conduzir demandas que ficaram fora do alcance da automação.
O que precisa estar pronto antes de colocar agentes de IA no atendimento?
Antes de colocar a IA em contato com o público, quatro condições já têm de estar resolvidas: fontes confiáveis para consulta, acesso aos softwares relevantes, limites de atuação e acompanhamento dos resultados. Sem isso, aumentar a autonomia apenas acelera uma operação que ainda não está preparada para sustentá-la.
Dados e conhecimento confiáveis
A inteligência artificial depende da qualidade do material que consulta. Bases desatualizadas, políticas diferentes entre canais ou conteúdo espalhado em planilhas e aplicações isoladas podem gerar respostas inconsistentes.
Uma arquitetura de RAG (Retrieval-Augmented Generation) pode ajudar nesse ponto ao conectar modelos de linguagem a repositórios externos no momento em que a resposta é gerada, permitindo consultar conteúdos atualizados e mais específicos para cada contexto. Ainda assim, vale revisar quais materiais serão usados, quem responde pela atualização e como lidar com conteúdos conflitantes.
Integração com CRM e sistemas corporativos
Para realizar ações, e não apenas responder perguntas, o agente de IA deve consultar informações e, quando autorizado, fazer alterações nos registros usados pela operação.
Soluções de CRM, ERP (Enterprise Resource Planning, ou Sistema de Gestão Empresarial), plataformas de pedidos e outras ferramentas ficam integradas à IA. Com essa conexão, a IA consegue consultar um pedido, atualizar um cadastro, abrir um chamado ou executar outras ações previstas, respeitando as permissões estabelecidas.
Guardrails, segurança e governança
A autonomia exige limites bem definidos. É importante estabelecer o que a inteligência artificial está autorizada a fazer sozinha, quais ações exigem aprovação, como informações sensíveis serão tratadas e quando a interação será encaminhada.
Esses controles entram desde o desenho da arquitetura. Deixar essa etapa para depois aumenta o risco de acesso indevido, respostas inadequadas e ações realizadas fora das permissões estabelecidas.
Monitoramento contínuo
Depois da implementação, acompanhe indicadores como FCR, taxa de transferência, tempo médio de resolução, CSAT e reincidência.
Esses números ajudam a identificar onde a abordagem funciona bem, onde ainda há dificuldades e quais pontos precisam de ajuste, indo além da simples contagem de contatos automatizados.
Como começar a usar agentes de IA no atendimento
Começar pela operação inteira não é obrigatório. Um primeiro teste bem escolhido permite aprender com menos exposição e dá uma base melhor para decidir os próximos passos.
- Escolha uma demanda recorrente: priorize um contato com volume relevante e resultado fácil de identificar, como consulta de pedido, segunda via ou atualização cadastral.
- Defina o que será avaliado: escolha alguns indicadores para comparar o cenário antes e depois, como FCR, tempo médio de resolução, taxa de transferência ou CSAT.
- Teste em uma parcela dos contatos: antes de expandir, acompanhe como a IA se comporta diante das situações que aparecem no dia a dia.
- Analise as ocorrências que não funcionaram: observe onde houve transferência, respostas inadequadas, novas solicitações ou necessidade de intervenção.
- Expanda quando houver consistência: leve a aplicação para outras demandas somente depois de entender os resultados do primeiro cenário.
Começar com escopo controlado é especialmente importante porque ainda há distância entre experimentar e escalar. Em levantamento citado pela McKinsey, 95% das organizações permaneciam na fase de piloto em iniciativas de chatbots e voicebots, enquanto apenas 5% já haviam escalado essas soluções. O dado sugere que a expansão exige mais do que validar a tecnologia: requer integração, ajuste de processos, gestão da mudança, governança e critérios claros de desempenho.
Afinal, até onde automatizar o atendimento com IA?
Não existe um nível de automação que sirva para toda empresa. A resposta depende do que a operação quer melhorar, da capacidade de sustentar a solução e do tipo de experiência que pretende oferecer ao cliente.
Em alguns cenários, a IA é capaz de conduzir uma demanda do início ao fim. Em outros, ela funciona melhor como apoio para quem atende. O importante é que essa escolha esteja ligada a um resultado concreto, e não à busca por automatizar o maior número possível de contatos.
É a partir dessa avaliação que o Synforce, da multinacional brasileira FCamara, apoia empresas que buscam ampliar a automação do atendimento com synthetic workers. A proposta é diferente de usar IA apenas para executar uma tarefa isolada. Esses trabalhadores sintéticos assumem responsabilidades dentro da operação, combinando autonomia, memória e personalidade para atuar de acordo com o contexto e os objetivos definidos pelo negócio.
No atendimento, isso pode significar desde a execução contínua de fluxos transacionais até a condução de demandas que envolvem diferentes etapas, sistemas e informações. O synthetic worker pode acessar as ferramentas necessárias por meio de integrações, seguir regras e guardrails definidos pela organização, manter o contexto das interações e incorporar feedbacks para aprimorar sua atuação ao longo do tempo.
Essa capacidade também viabiliza o trabalho em conjunto com a equipe humana. Enquanto o synthetic worker assume atividades de alto volume, operação contínua e fluxos transacionais, profissionais ficam concentrados em situações que exigem julgamento, negociação, gestão de crises e decisões em contextos ambíguos. A ideia, portanto, não é simplesmente substituir uma etapa do atendimento, mas dividir a operação entre as duas forças de trabalho de acordo com o que cada uma faz melhor.
A implementação é conduzida de forma progressiva, começando pela definição do perfil e das responsabilidades do trabalhador, passando pelo acesso aos sistemas e pelo treinamento de cultura, personalidade e guardrails. Depois, o synthetic worker passa por um período supervisionado de experiência, até chegar à operação com maior autonomia. Com o Synforce, esse processo pode levar até 12 semanas da contratação à plena autonomia, possibilitando ampliar a capacidade conforme os resultados e as necessidades do negócio.
No fim, automatizar o atendimento com IA não significa retirar o humano da operação, mas definir quais atividades podem ser assumidas pela tecnologia e quais continuam dependendo das pessoas. O equilíbrio entre essas duas frentes é o que vai determinar até onde faz sentido levar a automação.
