Nos anos 1950, a Carolina do Norte enfrentava desafios econômicos significativos. Com uma economia predominantemente…

5 ações para estimular a inovação em grandes empresas
Todo mundo quer inovar. A inovação, antes parte de um grupo de empresas unicórnio no Vale do Silício, já não parece tão distante: multinacionais criam áreas específicas, times se dedicam à implementação de ideias inovadoras e cargos com nomes pomposos ocupam os organogramas. No entanto, para que esse processo não se resuma a uma bela apresentação de Powerpoint e saia realmente do papel, muitos profissionais se perguntam: como estimular a inovação em uma grande empresa?
O livro “Mapping Innovation”, que trata a inovação como parte de uma atividade primordial e não secundária, define que inovação é uma nova solução para um problema importante, ou seja, deve sempre trazer um valor claro para o cliente. E é nesse aspecto que mora o ponto crucial: como eu faço então para estimular a geração de ideias inovadoras na minha empresa? Neste artigo, listamos cinco passos.
5 ações para estimular a inovação
Da definição da estratégia à criação de KPIs que reflitam, de fato, a inovação, saiba como tornar o processo mais fluido e eficaz.
1. Definir uma estratégia clara de inovação da empresa
Uma iniciativa isolada não consolida a tão desejada cultura de inovação. Portanto, para que ideias inovadoras façam parte do dia a dia de uma empresa, é importante perceber em que estágio ela está e para onde quer avançar. Há diversos frameworks que permitem realizar o mapeamento de iniciativas de inovação interna ou externa e de curto ou longo prazo.
Nesses eixos, são avaliadas possibilidades de inovar em novos modelos de negócio, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e/ou adoção de novos serviços.
Com esse mapeamento, as iniciativas dentro de cada pilar são traçadas e compõe-se uma estratégia de inovação corporativa, garantindo que as frentes sejam diversificadas e
orientadas para a visão estratégica da empresa.
2. Apostar na proximidade com startups
Se startups são reconhecidas por suas práticas inovadoras, aprender com elas pode ser o primeiro passo para grandes empresas. Aproximar‑se desse ecossistema deixou de ser experimental e se consolidou como estratégia: o relatório “Tendências no mercado de Corporate Venture Capital no Brasil 2025”, elaborado pela EloGroup, mostra que a maioria das grandes corporações brasileiras já utiliza mecanismos de CVC e venture building as parcerias estruturadas com startups para inovar, acelerar processos e abrir novos fluxos de receita.
Já o “Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups 2025”, da Abstartups, destaca que 82,2% das startups atendem empresas (B2B ou B2B2C), o que aproxima ainda mais interesses entre grandes companhias e o ecossistema de startups.
Investir, adquirir ou relacionar-se com startups (o chamado Corporate Venture) é uma forma crescente (e evoluída) de fazer essa aproximação. O processo gera aprendizados em métodos rápidos de testes e traz uma mudança de cultura que beneficia a empresa-mãe. As vantagens são inúmeras: redução no tempo de desenvolvimento de uma ideia, ampliação de mercados, acesso a novas tecnologias e modelos de negócios, diminuição dos custos das etapas de concepção e dos riscos de rejeição ao produto/serviço.
Um exemplo de grande empresa que colocou em prática a aproximação com startups é a Natura. Desde 2016 ela investe em transformação digital e, de lá para cá, analisou cerca de 5 mil startups com possibilidades de parceria, fechando contrato com 40 delas. Um dos resultados diretos foi a criação do espelho virtual, um simulador de realidade virtual que permite aos clientes “testarem” as maquiagens da marca.
Além disso, ao investir na Singu (startup de marketplace de serviços de bem-estar que atualmente passou a se chamar Bluma), a Natura reforçou sua presença digital e ampliou sua atuação para além da venda de cosméticos.
Hoje, a plataforma oferece uma gama mais completa de serviços de autocuidado, como maquiagem, massagem, manicure, entre outros, fortalecendo sua proposta no ecossistema de beleza e bem-estar.
3. Incentivar o intraempreendedorismo
Ao criar um ambiente favorável à implementação de ideias inovadoras, com autonomia e diretrizes definidas, as companhias incentivam seus colaboradores a pensar sobre as dores do cliente e propor novos produtos e serviços.
São muitos os exemplos que surgiram desse processo. Um dos videogames mais vendidos do mundo, o PlayStation, da Sony, nasceu a partir do empenho de um empregado que queria deixar o Nintendo de sua filha mais robusto e “user friendly” (fácil de usar, em tradução livre) . Ao levar a proposta para seus superiores, o projeto foi considerado uma perda de tempo, afinal, até aquele momento a Sony não produzia videogames.
Determinado a tirar sua ideia do papel, o funcionário procurou o CEO da companhia que, vislumbrando o potencial da indústria de jogos eletrônicos, fechou uma parceria com a Nintendo. A sociedade não foi longe, mas a Sony decidiu continuar o projeto por conta própria e, em 1994, lançou o console que viria a revolucionar o mercado.
O botão “curtir” do Facebook (que teve origem em uma hackathon) e o Gmail, criado para resolver uma demanda interna dos funcionários do Google por um webmail com mais espaço de armazenamento, são outras histórias famosas de intraempreendedorismo. Mas a verdade é que toda empresa pode se beneficiar dele.
Para que traga resultados concretos, no entanto, essa prática precisa fazer parte da rotina da empresa, com a destinação de horas específicas para este fim e consistência de entregas. Precisa também acontecer de maneira estruturada, utilizando ferramentas que incentivem os colaboradores a colocar suas ideias no papel. Novas tecnologias são grandes aliadas para isso.
É sempre bom lembrar: o intraempreendedorismo é mais do que um mero concurso de ideias.
4. Ter clareza e sensibilidade ao criar KPIs para inovação
Pouco adianta criar uma cultura de inovação, ter um plano de ação intraempreendedor e se aproximar de startups se o sucesso da empresa continua sendo medido pelos mesmos KPIs de sempre.
Ao medir a inovação, precisamos aliar criatividade e lógica no desenvolvimento das métricas. Um produto que está abrindo mercado não terá a performance à qual produtos core da empresa estão acostumados. O mesmo se aplica para serviços. Awareness, engajamento e conversão em um novo serviço não podem ser avaliados da mesma forma, com os mesmos indicadores e métricas, que serviços já implementados.
Um bom caminho é incluir métricas de atividades, como o número de hipóteses validadas ou de experimentos feitos, associadas a métricas de impacto, como o custo por aprendizado e o nível de satisfação dos clientes com o novo produto. A recomendação é começar medindo apenas o fundamental, e inserir novos KPIs na medida em que surge a necessidade de informações importantes para a tomada de decisões.
5. Estar aberto ao erro e implementar testes rápidos, como MVP (mínimo produto viável)
Inovação é incerteza, por isso esperar um alto nível de previsibilidade nesse processo não é factível. Mas como mitigar as incertezas?
Implementando métodos e processos que tragam maior assertividade com menor risco e custo, ou seja, metodologias para criar mais rapidamente novos produtos e serviços e reduzir riscos. E, para isso, é necessário assimilar maior tolerância a erros e mudanças de percurso.
A tolerância ao erro faz parte de processos criativos e, consequentemente, da implementação de ideias inovadoras em empresas, mas isso não significa que as falhas ocorram de forma deliberada. Há diversos testes implementados em processos de inovação justamente para gerar aprendizado, como a POC (prova de conceito), que testa a viabilidade do conceito em um novo produto ou serviço, ou o MVP (minimum viable product, ou mínimo produto viável), versão simplificada de um futuro produto ou serviço.
Quando um teste demonstra que erramos e somos obrigados a reformular o produto para avaliá-lo novamente, estamos atendendo à necessidade de inovar com agilidade. Lembre-se: a inovação tem a ver com processo ininterrupto de experimentação, erro, reformulação e aprendizagem.
Mais do que isso, o processo de inovação nas empresas, sejam elas pequenas ou grandes, depende de consistência, frequência e estímulo. Trata-se de um mindset que deve ser difundido (e compreendido) por todos os níveis hierárquicos da organização. O surgimento de ideias inovadoras é apenas uma das consequências (das mais proveitosas, diga-se) desse movimento contínuo.
Estruture e acelere seus projetos de inovação com a FCamara
Ter estratégia, proximidade com startups, incentivo ao intraempreendedorismo e abertura para testes rápidos são pilares importantes, mas, sem uma estrutura que conecte tudo isso, a inovação tende a se perder no caminho. É exatamente por isso que a multinacional brasileira FCamara pode se tornar uma parceira estratégica para seu negócio.
Nossa jornada de inovação é estruturada para gerar impacto no negócio, conectando estratégia à execução. Ela permite às empresas criar novas fontes de receita, reduzir riscos por meio de uma metodologia proprietária validada ao longo de mais de uma década, além de aumentar a competitividade com a adoção de tecnologias emergentes como a IA. Também acelera a transformação organizacional e fortalece uma cultura contínua de inovação dentro das corporações.
Durante todo esse processo, o intraempreendedorismo ganha protagonismo como motor da inovação interna, estimulando colaboradores a desenvolverem novas soluções, testarem ideias e participarem ativamente da construção de novos produtos, serviços e modelos de negócio. Esse movimento é sustentado por práticas como governança estruturada, metodologias ágeis e ciclos contínuos de aprendizado baseados em test & learn, o que ajuda as empresas a priorizarem melhor suas iniciativas, validarem hipóteses com mais agilidade e tomarem decisões mais seguras sobre onde investir.
Quer sair da incerteza e avançar com segurança na sua estratégia de inovação? Conheça nossas soluções e entenda como podemos dar mais direção às suas ideias e transformá-las em resultados.
