Certezas, suposições e dúvidas. Parece um spoiler de como o processo de inovação funciona, mas…

9 passos para tirar ideias do papel
Ter uma ideia incrível e não conseguir tirar do papel pode ser muito frustrante para qualquer pessoa ou empresa que quer inovar e não encontra o melhor caminho. Igualmente frustrante, porém, é colocar no mercado um produto ou serviço que não entrega benefício para ninguém.
A boa notícia é que com um passo a passo bem estruturado é possível transformar a ideia em um produto, serviço ou negócio, garantindo que exista fit entre ele e seu potencial consumidor.
Como tirar um projeto do papel
Entender quem é seu consumidor, estudar seus concorrentes e cuidar da parte burocrática fazem parte do plano de tirar uma ideia do papel. Confira os principais passos para minimizar seu risco sem abrir mão da inovação.
1. Entenda o mercado e o contexto
Tudo começa pelo contexto. Antes de tirar do papel, é preciso pesquisar a viabilidade da sua ideia. Existe mercado para ela? Se sim, qual seria? Ele tem alguma limitação geográfica? Há concorrentes? Quem são eles? E o que sua ideia pode entregar que os outros não entregam? O objetivo aqui é fazer uma pesquisa ampla para não criar algo que já exista ou seja apenas mais do mesmo.
2. Identifique seu público-alvo
O segundo passo para estruturar uma ideia é checar se ela tem de fato potenciais consumidores. Para fazer essa pesquisa de forma eficiente, você pode aprofundar o conhecimento naquele que seria o seu público-alvo, conversando com pessoas em pontos de venda, se for o caso, ou reunindo grupos para entrevistas.
A ideia é obter algumas respostas. Quem é esse consumidor? Por que ele consumiria seu produto ou serviço? Quais são suas motivações, dores e necessidades? Também é preciso entender a rotina do seu público-alvo, de que forma sua ideia pode fazer parte dela e que impacto poderia trazer. No mundo corporativo, esses dois primeiros passos fazem parte da chamada fase de exploração.
3. Crie uma proposta de valor
Entendendo o seu mercado e seu consumidor, é hora de criar sua proposta de valor. Nesse documento, você deve escrever a melhor argumentação possível para convencer seu potencial cliente dos diferenciais e dos benefícios do seu produto e serviço.
De uma forma clara, ele precisa entender qual é a dor que seu produto ou serviço pode resolver. Uma dica é estudar a proposta de valor dos concorrentes e observar onde você entrega algo a mais que eles. Provavelmente esse ponto seja seu principal argumento.
4. Apresente a ideia para um pequeno grupo
A ideia desta etapa é apresentar seu produto ou serviço para um pequeno grupo de potenciais consumidores e colher opiniões para comprovar se a sua proposta tem, de fato, valor para eles.
Se você estiver em dúvida, por exemplo, se deve oferecer o produto no ambiente físico, no digital ou em ambos, vale a pena levar essas alternativas para discussão e validação.
O resultado dessa apresentação pode guiar os próximos passos ou fazer você retroceder para alcançar o melhor formato possível para sua ideia.
5. Estude a viabilidade financeira
Agora que você já sabe o que seu potencial consumidor quer, é hora de abrir a planilha e avaliar se a ideia que você quer tirar do papel é viável financeiramente. Isso é, considerando os custos de produção diretos e indiretos, ela ainda é lucrativa? Se a resposta for positiva, ótima notícia, você pode ir adiante.
Se, por outro lado, ela se mostrar inviável financeiramente, há duas alternativas: voltar para o passo 1 e recomeçar ou descartar o projeto. Ninguém trabalha para ter prejuízo, certo?
6. Crie um protótipo
A próxima fase é colocar o negócio no mercado, mas ainda em uma pequena escala, como um MVP (produto viável mínimo, em português). O foco aqui é avaliar na prática tanto o fit do consumidor com o produto ou serviço quanto os custos reais e a complexidade de desenvolvimento e entrega.
7. Cuide da burocracia
Se a ideia se mostrou viável em todos os passos acima, a primeira parte da missão de tirar do papel foi realizada com sucesso. Agora é preciso pensar na segunda etapa, a burocrática, com criação de CNPJ, equipe, parceiros e fornecedores.
Não recomendamos colocar essa etapa na frente das outras porque, caso a ideia falhe em alguma fase de validação, você terá um bom prejuízo financeiro, além de ter desperdiçado bastante tempo e energia.
8. Peça ajuda para uma consultoria de inovação
Validar oportunidades, entender o mercado, testar soluções e estruturar um modelo viável demanda tempo, método e capacidade de execução. Quando a empresa não possui disponibilidade ou expertise para conduzir todas essas etapas internamente, contar com um parceiro especializado pode acelerar o processo e reduzir riscos.
O ecossistema de tecnologia e inovação da multinacional brasileira FCamara atua lado a lado das empresas em jornadas de inovação, apoiando desde a definição da estratégia até a execução e aceleração de novos produtos, serviços e negócios.
Esse processo passa por etapas como análise de contexto e oportunidades de mercado, definição de objetivos e prioridades de inovação, construção e validação de MVPs (Produto Mínimo Viável), além da implementação de métodos e estruturas que favorecem a experimentação contínua e a evolução das iniciativas.
A proposta é transformar inovação em geração de valor para o negócio, com mais agilidade, aprendizado contínuo e alinhamento estratégico.
9. Entregue o trabalho para uma Corporate Venture Builder
Se você tem a ideia mas não pode se dedicar a tirá-la do papel em qualquer que seja a etapa, uma alternativa eficiente é entregar a missão para uma Venture Builder – se você for uma pessoa física – ou uma Corporate Venture Builder, que investe, constrói e desenvolve startups para grandes empresas, ajudando-as a viabilizar novos negócios.
Para entender melhor a atuação das CVBs confira nosso artigo que explica o que é Corporate Venture Building.
