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Pessoa anotando informação em painel para ilustrar modelos de negócio

6 modelos de negócio para criar novas fontes de receita

Com o cenário de negócios em constante transformação, líderes de inovação precisam avaliar diferentes formatos de negócio capazes de gerar valor sem comprometer o core business. Embora muitos desses modelos já existam há alguns anos, eles continuam evoluindo e ganhando novas aplicações conforme as tecnologias avançam e mudam a forma como empresas criam, entregam e constroem vantagem competitiva. 

Implementar esses modelos exige planejamento, validação e alinhamento com a estratégia da organização, mas ignorar novas possibilidades de negócio pode representar uma perda de oportunidades. Segundo o relatório anual McKinsey Global Tech Agenda 2026, quase um terço das empresas de alto desempenho priorizará a inovação de modelos de negócio liderada por tecnologia nos próximos dois anos. O dado reforça uma tendência: organizações que combinam estratégia e tecnologia para evoluir seus modelos de negócio aumentam sua capacidade de adaptação e crescimento.

Neste artigo, apresentamos 6 modelos de negócio que sua empresa pode considerar. 

O que torna um modelo de negócio uma oportunidade de evolução?

Um modelo de negócio define a lógica por trás da forma como uma organização opera, atende seus clientes e gera receita. Em outras palavras, ele representa a maneira como produtos, serviços, processos e recursos se conectam para gerar receita e sustentar a operação.

A inovação nesse contexto nem sempre significa criar algo completamente novo. Muitas vezes, ela está em digitalizar jornadas que antes eram manuais, integrar dados que antes estavam dispersos ou automatizar etapas críticas da operação para ganhar escala e previsibilidade. É essa capacidade de evolução que permite que empresas explorem novas oportunidades sem perder a conexão com seu negócio principal.

O papel da tecnologia na evolução dos modelos de negócio

A tecnologia tem ampliado as possibilidades de transformação dos modelos de negócio ao viabilizar novas formas de operar, se relacionar com clientes e estruturar ofertas. Recursos como automação, dados e inteligência artificial ajudam empresas a testar ideias, personalizar experiências e criar modelos mais flexíveis.

Modelos já consolidados ilustram essa evolução. A lógica de assinatura, por exemplo, criada em outras décadas, ganhou nova relevância com o avanço de serviços digitais e plataformas. Já os marketplaces evoluíram ao estruturar ecossistemas que conectam múltiplos agentes em um único ambiente, ampliando escala e eficiência das transações.

Esses casos mostram que a transformação dos modelos de negócio está menos ligada à criação de novos formatos e mais à capacidade de adaptar modelos existentes às mudanças do mercado e às novas possibilidades tecnológicas. 

Exemplos de modelos de negócio que abrem novas oportunidades

Os modelos de negócio apresentados abaixo ilustram diferentes estratégias que as empresas podem adotar para expandir suas fontes de receita, aumentar a eficiência e responder às transformações do mercado. Muitos deles já existem há bastante tempo, mas ganharam novas possibilidades de aplicação com a evolução da tecnologia e das expectativas dos consumidores. 

De marketplaces que conectam consumidores e fornecedores em um mesmo ambiente até modelos como Direct-to-Consumer (D2C) e As a Service, as organizações estão explorando novas possibilidades de crescimento e diferenciação.

A seguir, conheça alguns formatos que vêm ganhando espaço.

  • Marketplaces
  • Direct-to-Consumer (D2C)
  • Freemium
  • As a Service
  • Peer-to-Peer (P2P)
  • On Demand

6 modelos de negócio inovadores

1. Marketplaces

Os marketplaces se consolidaram como um modelo capaz de ampliar escala e relevância sem exigir que a empresa expanda seu portfólio na mesma proporção. Segundo o relatório Global eCommerce Outlook 2026, da ECDB, eles concentram 87% das vendas online globais, evidenciando seu papel no crescimento do comércio eletrônico. 

Ao conectar diferentes participantes em uma mesma plataforma, as organizações conseguem ampliar escala e relevância sem precisar expandir seu portfólio na mesma proporção, diversificando a oferta, aumentando a frequência de interação com clientes e criando novas fontes de receita por meio de comissões, serviços agregados e monetização de dados. 

A Amazon é um dos principais exemplos desse modelo. Com mais de 9,7 milhões de sellers cadastrados, a companhia transformou sua plataforma em um ecossistema que reúne milhares de categorias de produtos e serviços.

O desafio, porém, não está apenas em conectar oferta e demanda. Em um mercado cada vez mais competitivo, o diferencial passa pela capacidade de construir um ecossistema relevante para todos os participantes, gerar efeitos de rede e criar serviços complementares que aumentem a retenção e o valor gerado pela plataforma.

Uma estratégia adotada é a criação de marketplaces adjacentes ao core business. Dessa forma, a empresa aproveita ativos já existentes, como marca, base de clientes, canais de distribuição e conhecimento de mercado, para expandir sua atuação, desenvolver novas fontes de receita e fortalecer sua posição competitiva. 

2. Direct-to-Consumer (D2C)

O modelo Direct-to-Consumer (D2C) viabiliza que as empresas estabeleçam uma relação direta com o consumidor final, ampliando o controle sobre toda a jornada de compra e gerando acesso a dados valiosos sobre comportamento, preferências e padrões de consumo.

Impulsionado pela digitalização e pela evolução dos hábitos de consumo, o modelo continua em expansão. No primeiro semestre de 2025, empresas que operam no formato D2C movimentaram mais de R$ 3 bilhões no Brasil, um crescimento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Nuvemshop.

No Brasil, a Beam Suntory criou uma plataforma em parceria com a Evino, um dos maiores e-commerces de vinhos do país, para entregar destilados premium na casa dos consumidores. Batizada de Drinksquad, a iniciativa foi conduzida pela Play Studio (empresa do ecossistema FCamara) em uma jornada end-to-end que começou pela definição de uma estratégia de make, buy ou ally.

Se o modelo oferece maior controle sobre a experiência do cliente, ele também exige uma logística eficiente e uma estratégia robusta de marketing digital. Afinal, como garantir que o D2C maximize o valor do relacionamento com o cliente e gere resultados escaláveis?

Uma das abordagens que adotamos é a de “maximizar o core”, ou seja, otimizar o que as empresas já fazem bem enquanto aumentam o valor de suas operações diretas.   

3. Freemium

O freemium é um dos modelos mais utilizados no mundo digital, oferecendo um serviço gratuito básico e incentivando os usuários a pagarem por recursos avançados. A estratégia se baseia em cativar o consumidor com uma proposta sem custo para, posteriormente,  convencê-lo a migrar para um plano pago, unitário ou recorrente. O modelo também permite criar receita com anúncios direcionados.

Um bom exemplo disso é o Spotify, que disponibiliza músicas gratuitas ao mesmo tempo em que tem um plano premium para quem deseja desbloquear mais recursos e evitar anúncios.

Apesar de promissor, o modelo levanta uma dúvida: como equilibrar os custos de servir uma grande base de usuários gratuitos com a conversão para contas pagas? A resposta passa por estruturar mecanismos que sustentem o crescimento da base de usuários sem comprometer a eficiência operacional, criando um caminho consistente para a conversão em clientes pagantes. 

4. As a Service

Os modelos “As a Service” (como SaaS e PaaS) vêm ampliando a lógica da recorrência para diferentes setores da economia. 

Esse modelo representa uma mudança na maneira como o valor é entregue e capturado, substituindo transações pontuais por relacionamentos contínuos e receitas previsíveis. Embora tenha ganhado força no universo digital, sua aplicação se estende cada vez mais a produtos físicos e serviços tradicionais.

No Brasil, a locadora Unidas investe na assinatura de veículos com a unidade de negócios Livre. A proposta reúne em uma única oferta a utilização do veículo, seguro, documentação e serviços relacionados, transferindo para a empresa a gestão de atividades que tradicionalmente ficavam sob responsabilidade do proprietário.

O diferencial do modelo está em transformar a posse em acesso. Para o cliente, isso significa maior conveniência e previsibilidade de custos. Para as empresas, abre oportunidades de aumentar a recorrência, aprofundar o relacionamento com o consumidor e gerar novas fontes de receita ao longo de todo o ciclo de uso do produto ou serviço. 

Confira, abaixo, outros exemplos de modelos de negócios inovadores nessa área:

  • Crypto as a Service: fintechs que fornecem ao mercado financeiro ferramentas para que bancos criem soluções de cripto ativos e ajudam governos a criar suas próprias criptomoedas.
  • AI as a Service: inteligências artificiais como o ChatGPT e Midjourney, que criam textos e imagens com base em comandos, abrem um novo leque de serviços. O modelo viabiliza que empresas de todos os tamanhos utilizem IA sem a necessidade de desenvolver suas próprias soluções internamente.
  • Robotics as a Service: democratizam a robótica pela introdução de robôs em tarefas rotineiras, como desinfectar hospitais, organizar armazéns, facilitar a telepresença e cuidar de aeroportos, entre outras atividades.

A pergunta que muitas empresas se fazem é como garantir que esses serviços tragam receita previsível e mantenham alta retenção.

Analisar as estratégias de crescimento e desenvolver roadmaps personalizados para modelos As a Service é um dos caminhos para alinhar inovação tecnológica com resultados práticos e de longo prazo. Afinal, seus serviços precisam oferecer valor contínuo e criar uma relação duradoura com o cliente, garantindo que a inovação se traduza em sucesso comercial.

Leia também: Como impulsionar o processo de inovação?

5. Peer-to-Peer (P2P)

No modelo Peer-to-Peer (P2P), indivíduos podem se conectar diretamente para trocar bens ou serviços, como vemos em plataformas de caronas, aluguel de casas e outros expoentes da chamada economia compartilhada. Essas empresas têm a tecnologia como maior ativo, conectando fornecedores e compradores através de suas plataformas.

Garantir a segurança e a escalabilidade de uma plataforma P2P é um dos maiores desafios de quem aposta nesse modelo. Isso exige uma abordagem cuidadosa, tanto na concepção de sistemas de segurança quanto na criação de mecanismos que permitam o crescimento da plataforma sem comprometer a experiência dos usuários.

Ao abordar esses desafios, sabemos que a construção de uma base sólida de confiança e tecnologia, aliada a uma visão clara de como expandir, é o que realmente sustenta o crescimento de plataformas P2P. Cada plataforma traz suas particularidades, e o caminho para a escalabilidade passa necessariamente pela capacidade de integrar inovação tecnológica com as necessidades práticas de segurança.

6. On demand

O modelo on demand segue em alta, possibilitando que consumidores solicitem produtos ou serviços sob demanda, como acontece com os streamings e o delivery de comida.
Após a consolidação de players como iFood e Rappi, a Uber e a 99 também passaram a atuar no delivery de comida (a Uber, por exemplo, retomou o serviço via parceria com o iFood desde 2025). Nesse contexto, as compras de supermercado online ganharam tração com parcerias estratégicas, como a anunciada em 2023 entre Carrefour e Mercado Livre para expandir o espaço nos supermercados digitais.

A conveniência é, sem dúvida, um dos grandes atrativos do modelo. Mas como gerenciar a logística e garantir a satisfação do cliente em larga escala?

A resposta está em operações rápidas e flexíveis, capazes de se adaptar às demandas variáveis dos consumidores. Uma questão importante é como otimizar processos e garantir que a tecnologia e a estrutura logística funcionem de forma integrada para atender as expectativas do cliente.

Nossa experiência tem mostrado que operações ágeis e estratégias bem alinhadas são fundamentais para sustentar esse modelo. Da mesma forma, equipes capacitadas para conduzir a implementação e responder rapidamente às mudanças contribuem para que a operação evolua com mais segurança e eficiência. 

Implementando novos modelos de negócios em corporações 

Implementar novos modelos de negócios dentro de grandes corporações exige mais do que boas ideias. É preciso conciliar estruturas complexas, alinhar diferentes áreas, lidar com restrições operacionais e, ao mesmo tempo, manter o foco na geração de resultados. 

Nesse cenário, a multinacional brasileira FCamara atua como parceira estratégica, transformando potencial tecnológico em valor estratégico e duradouro, impulsionando negócios a prosperarem em um novo mundo. Com experiência em transformação digital, tecnologia e inovação, ajudamos empresas a identificar oportunidades de crescimento e estruturar novos negócios com potencial de mercado.

Nossa jornada começa com uma imersão estratégica para compreender o contexto da organização, seus desafios e as oportunidades disponíveis. A partir desse diagnóstico, identificamos caminhos de crescimento e desenhamos novos serviços, produtos ou modelos de negócio com foco em viabilidade, diferenciação e aderência ao mercado.

Na sequência, conduzimos testes, experimentos e MVPs para validar hipóteses, reduzir riscos e gerar aprendizados que orientem os próximos passos. Com base nesses resultados, apoiamos a definição da estrutura mais adequada para a iniciativa.

Ao longo de toda essa  jornada, atuamos lado a lado com nossos clientes, da concepção à aceleração. Se sua empresa busca criar (e validar) novos modelos de negócio com mais segurança e menor exposição a riscos, fale agora conosco.

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