O que é um pitch deck corporativo? Confira dicas para fazer uma apresentação vencedora e surpreender
O ambiente de inovação corporativa necessita de boas apresentações de ideias, de forma bem construída…

A busca pela inovação tornou-se uma prerrogativa incontestável para o sucesso das organizações. Em meio à pressão para demonstrar progresso e relevância, no entanto, uma tendência virou um verdadeiro pesadelo para diretores e profissionais da área de inovação.
Trata-se do Innovation Theater, conceito que se refere a ações de inovação que não geram nenhum resultado efetivo, transformando recursos em engajamento “para inglês ver”.
Inovar significa criar, renovar ou recriar algo. No âmbito da inovação corporativa, isso necessariamente envolve algum impacto positivo para a companhia. Ou seja, não basta apenas desenvolver um programa de ideias ou de intraempreendedorismo. É preciso fazer com que essas ações resultem em resultados de negócio.
O Innovation Theater assombra a inovação justamente por representar ações sem vieses focadas no negócio. Neste artigo, explicamos melhor o conceito e mostramos por que, em última instância, essa encenação pode minar a capacidade das empresas de efetivamente evoluírem e se adaptarem às transformações do mercado.
Também chamado de Inovação de Palco – ou Inovação Teatral –, o conceito de Innovation Theater se refere a iniciativas que não geram resultados para o negócio. São ações geralmente superficiais e que, muitas vezes, acabam desviando o foco e os recursos de projetos capazes de mudar a realidade de uma companhia.
Um programa de geração de ideias, por exemplo, é uma excelente ferramenta de inovação, mas não funciona sozinho. A ação de reunir 50 ideias concebidas por colaboradores engajados não pode ser avaliada apenas pela quantidade numérica, mas deve analisar quantas – e quais – dessas ideias poderão ser colocadas em prática visando um resultado efetivo.
Nessa linha de raciocínio, a maioria das ideias tende a falhar. O problema, porém, não está no fracasso de uma ideia, mas em a empresa não aprender nada com o erro. A ideia de “fail fast” só faz sentido se a corporação for capaz de aprender com os próprios erros.
O tempo, o dinheiro e o capital intelectual investidos em cada estratégia de inovação devem ser levados em consideração. Só assim será possível avaliar se a iniciativa gerou, ou não, algum impacto.
Por outro lado, o Innovation Theater se contenta com práticas superficiais e comemora métricas de vaidade que não representam ganho mínimo. Ou seja, em vez de metrificar o fim – ideias colocadas à prova –, o modelo tende a celebrar indicadores irrelevantes – como a quantidade de ideias geradas.
É compreensível que algumas organizações tradicionais do Brasil sejam impactadas pelo fenômeno negativo do Innovation Theater. Afinal, o país ainda está longe de ocupar as principais posições quando o assunto é inovação.
Diante deste cenário, o crescente movimento do Corporate Venture Building ganha cada vez mais importância no ecossistema. Grandes empresas não têm mais olhado apenas para hackathons e desafios de inovação, mas também para a oportunidade de desenvolver suas próprias startups.
A criação de novos modelos de negócio, que inovam em segmentos antes dominados pelas gigantes, mostra que há caminhos para fomentar inovações significativas. Não à toa, as spin-offs corporativas têm se tornado objeto de desejo dos gestores que buscam inovar.
O desperdício de tempo, dinheiro e esforços é o maior impacto negativo para as empresas. Porém, outras consequências também podem interferir nas operações e estratégias de negócio.
Entender por que as iniciativas de Innovation Theater não geram valor é o primeiro passo para minimizar esse gasto de tempo e energia. Por isso, a resposta para a pergunta acima é simples: basta identificar iniciativas de inovação desconectadas das estratégias de negócio. Abaixo, confira 8 iniciativas do tipo.
Vale pontuar que quando uma organização investe tempo e recursos em uma hipótese que gera “apenas” conhecimento de mercado, esse aprendizado não se enquadra em Innovation Theater. Ainda que os ganhos não sejam diretamente em receita, essa evolução pode ser vantajosa para a empresa futuramente.
Existem diversos tipos de inovação que podem ser implementados por uma empresa. Mas todos eles precisam ser medidos através de métricas de inovação aplicáveis. Esses indicadores são importantes para entender os objetivos de inovação, como alcançá-los e quais os riscos envolvidos.
O Unit Economics é um exemplo importante para avaliar a sustentabilidade financeira de um negócio. Outros indicadores podem ser investimento em P&D, ROI e a taxa de sucesso das iniciativas de inovação, por exemplo.
Com essas métricas de inovação, passa a ser mais fácil mensurar por que algumas ideias não valem o investimento e como diferenciá-las das que valem. Os indicadores também servem para avaliar a quantidade e a qualidade dessas iniciativas para um melhor desempenho dos programas de geração de ideias.
A educação e a experiência são os pilares para que uma empresa consiga transformar seu mindset. Ao conhecer novas possibilidades através de network com diversos setores, é possível desenvolver uma visão diferenciada. Aprender com os erros das outras empresas é mais funcional do que copiar suas estratégias e possivelmente cair no Innovation Theater.
Ao criar suas próprias estratégias, é importante pontuar a coerência com a realidade, assim como compreender as mudanças de mercado. Estar atento às transformações e à chegada de novas ferramentas (como as de inteligência artificial que vêm dominando nosso dia a dia) é igualmente importante. Ao investir em especialistas, pesquisas e comunicação com os usuários, a empresa se prepara para as inovações do futuro.
Saber identificar e executar ideias que agregam valor para a empresa é a grande sacada. Assim como estar disposto a arriscar de maneira assertiva em oportunidades. Essa gestão de futuro orienta quais ideias e recursos são necessários para evoluir no seu nicho de mercado.
Uma venture builder ajuda companhias a colocarem a mão na massa usando a metodologia do Corporate Venture Building. Isso é feito reunindo ideias, ou hipóteses de inovação, junto a um time capaz de dar suporte ao processo de criação de um novo negócio.
Desde a exploração e identificação das dores até a definição da proposta de valor e o desenho de negócio preparado para a geração de receita, cada etapa desse processo contribui para o refinamento da metodologia de inovação
Traduzindo para o C-Level, escapar do Innovation Theater significa conectar a estratégia corporativa com a estratégia de inovação. Isso é feito com a criação de programas de inovação que respondam às dores da empresa.
As venture builders também asseguram que os programas de inovação estejam em sintonia com a estratégia de negócios, otimizando a geração de ideias para impulsionar o crescimento da empresa, em vez de excluir iniciativas valiosas.
Se você quiser saber mais sobre esse processo ou sobre como fugir do Innovation Theatre, entre em contato conosco e descubra como podemos ser parceiros na sua jornada de inovação.