Com o cenário de negócios em constante transformação, líderes de inovação precisam avaliar diferentes formatos…

Descubra 8 exemplos de fontes de receita e como escolher o mais indicado para cada negócio
Empresas de todos os setores, portes e formatos enfrentam um desafio comum: encontrar e desenvolver fontes de receita que sustentem o crescimento e a rentabilidade a longo prazo. Seja na busca por expandir operações ou diversificar fluxos financeiros, a definição de estratégias eficazes para gerar valor é essencial para fortalecer a sustentabilidade do negócio.
O cenário atual evidencia mais a cautela dos investidores, mas também uma grande oportunidade. De acordo com dados da plataforma Sling Hub, a queda de 17% nos investimentos totais em startups em 2025 em relação ao ano anterior levou o mercado de Venture Capital e Corporate Venture Capital a priorizar cada vez mais os negócios que conseguem crescer de forma sustentável.
Ou seja, desenvolver diferentes fontes de receita e abrir novas avenidas de crescimento se mostra um diferencial cada vez mais importante. Neste artigo, apresentamos 8 exemplos de fontes de receita para que você possa avaliar e identificar a mais adequada para sua estratégia.
Acompanhe os insights sobre cada modelo e orientações para ajudá-lo a tomar decisões que aumentem a previsibilidade financeira e potencializem os resultados do seu negócio.
O que é uma fonte de receita e qual a sua importância no Business Model Canvas
Uma fonte ou modelo de receita é a forma como uma empresa gera caixa através de seus produtos ou serviços. Ao fazer a modelagem de negócios, o primeiro passo é diferenciar o fluxo de receita do modelo de negócios.
O fluxo de receita representa uma ou mais fontes de recursos, ou seja, como o negócio será monetizado.
Já o modelo de negócio é a composição de uma empresa: como ela cria, entrega e captura valor, incluindo suas fontes de receita. Na abordagem do Corporate Venture Building, por exemplo, a modelagem feita através do Business Model Canvas traz uma visão macro do modelo de negócio, com sua proposta de valor, recursos necessários, canais e fontes de receita, entre outros pontos.
Sendo assim, ao preencher o Business Model Canvas, é preciso definir quais serão as fontes de receita. Essa, porém, não é uma tarefa tão simples.
8 exemplos de fontes de receita
O momento da definição das fontes de receita requer cautela e aprofundamento. Afinal, você precisa conhecer seu público-alvo para, então, descobrir o que ele está disposto a pagar.
Seja em um modelo de negócio inovador ou mais tradicional, entender quais são as possíveis formas de gerar dinheiro é importante para definir as que mais se encaixam na sua realidade. A seguir, destacamos 8 exemplos de fontes de receita.
- Venda de produtos, serviços ou ativos;
- Assinatura;
- Ad-based;
- Crowdfunding;
- Comissionamento por intermediação;
- Locação;
- Financiamento e crédito;
- Cobrança por acesso.

1. Venda de produtos, serviços ou ativos
Talvez a mais tradicional e antiga fonte de receita, a venda direta se baseia na precificação de produtos, serviços ou ativos com o objetivo de gerar lucro sobre o custo de produção ou aquisição.
Em resumo, uma empresa oferece bens tangíveis ou intangíveis aos clientes em troca de pagamento. Isso pode incluir a venda de produtos físicos, como eletrônicos, roupas ou alimentos, bem como serviços, como consultoria, treinamento ou softwares. Além disso, também pode se referir à venda de dados, patentes, marcas registradas ou direitos autorais.
Empresas que coletam dados, como a Nielsen Media, por exemplo, podem vender ou licenciar essas informações para análises ou pesquisas de mercado estratégicas, como faz a Amazon.
Através desses dados adquiridos, a Amazon gerencia preços e cria estratégias de venda mais assertivas para alcançar novos clientes e aumentar a frequência de compra de seus clientes.
2. Assinatura
O modelo de assinatura, ou subscription, envolve cobrar dos clientes uma taxa recorrente em troca de acesso contínuo a um produto ou serviço. Dessa maneira, pode ser implementado por meio de planos mensais, anuais ou até mesmo por uso.
Netflix, Spotify e os diversos streamings disponíveis são os grandes exemplos de assinatura. Mais recentemente, serviços de SaaS (Software as a Service) também popularizaram o modelo. Mas ele não se restringe apenas aos negócios digitais. Algumas redes de academias, como as brasileiras Smartfit e Bluefit, também atuam dessa forma.
Um dos grandes benefícios dessa fonte de receita é a previsibilidade, uma vez que, através de atualizações regulares, suporte aprimorado e recursos exclusivos, a tendência é que os clientes se mantenham engajados no longo prazo.
3. Ad-Based
O modelo ad-based está entre as principais fontes de receita de plataformas como Google, Instagram e YouTube, que monetizam o acesso gratuito dos usuários por meio da veiculação de anúncios.
A partir de dados de comportamento e uso de seus usuários, as big techs oferecem aos anunciantes possibilidades avançadas de segmentação para campanhas publicitárias. Com isso, monetizam o acesso às suas plataformas ao exibir anúncios altamente direcionados no dia a dia dos usuários.
Em 2025, o Google acumulou cerca de US$ 296 bilhões em receita proveniente de anúncios com sua plataforma Google Ads. Para se ter uma ideia da importância, esse número representa aproximadamente 74-76% do faturamento total da companhia no ano.
4. Crowdfunding
O crowdfunding prevê a obtenção de financiamento de um grande número de pessoas, geralmente realizado pela internet. Isso pode ser feito por meio de plataformas como o Kickstarter, onde os investidores recebem recompensas ou participações no negócio em troca de seu apoio financeiro.
Para grandes corporações, por exemplo, o crowdfunding pode ser uma maneira de financiar ideias inovadoras e até mesmo obter validação direta da demanda do mercado.
5. Comissionamento por intermediação
Essa fonte de receita se baseia em intermediar serviços entre duas partes e receber uma porcentagem do valor da transação como taxa de serviço.
Uber e Airbnb são dois dos principais exemplos da atualidade, gerando bilhões de dólares sem possuir os ativos. Ambas oferecem uma plataforma que conecta os donos dos bens – os motoristas do Uber e os anfitriões do Airbnb – aos clientes em potencial.
Marketplaces, como o Mercado Livre e a Amazon, também se encaixam nesse cenário, uma vez que servem como canal de conexão entre compradores e vendedores.
6. Locação
Empresas que possuem ativos tangíveis, como imóveis, veículos ou equipamentos, podem gerar receita alugando essas propriedades.
Redes de hotel, como Hilton, e locadoras de automóveis, como Movida e Unidas, são alguns dos exemplos mais comuns. Há também o caso de empresas que focam na locação de bens de menor valor, como a Allugator, empresa brasileira que aluga iPhones.
7. Financiamento e crédito
O mercado de crédito no Brasil também pode ser entendido como uma fonte de receita para instituições financeiras e fintechs, já que a adesão dos usuários viabiliza a expansão de produtos e serviços complementares.
Grandes empresas não-financeiras, como a varejista Magazine Luiza, já investem para ter seus próprios produtos financeiros, como empréstimos e o cartão de crédito Luiza. Nesse caso, a empresa se aliou ao banco Itaú para desenvolver um modelo de receita até então não explorado por ela.
A tendência do Credit as a Service elimina a restrição que possibilitava apenas às empresas do setor financeiro criar seus serviços de crédito. Algumas fintechs brasileiras já oferecem soluções para que companhias ganhem dinheiro através de seus próprios serviços de crédito personalizados para cada segmento de clientes.
Isso é possível graças ao Open Finance, que, em cinco anos de existência, já conecta 65 milhões de contas e movimenta cerca de R$1,2 bilhão por mês em pagamentos no Brasil, compartilhando dados financeiros para facilitar o acesso seguro ao mercado financeiro.
8. Cobrança por acesso
Em setores como educação online ou conteúdo premium, é comum as empresas cobrarem pelo acesso a materiais exclusivos, como cursos e webinars. Esse é o caso de plataformas de cursos como Udemy e Alura.
Nesse exemplo, também estão contemplados eventos, workshops, seminários ou conferências, tanto online quanto presenciais, com ingressos pagos.
Como definir as fontes de receita mais adequadas no plano de negócios?
A melhor maneira de selecionar as fontes de receita ideais para a sua empresa é fazendo um plano de negócios sólido. O Business Model Canvas é um modelo visual que ajuda a mapear os aspectos de uma organização, incluindo suas fontes de receita. Ele é dividido em nove blocos, cada um representando um componente importante da operação.
Para preencher o espaço dedicado aos canais de geração de receita, algumas informações devem ser pensadas:
- Comece listando todas as possíveis fontes de receita para a corporação.
- Classifique as opções de acordo com sua relevância e potencial para o modelo de atuação, levando em consideração fatores como viabilidade, lucratividade e alinhamento com a proposta de valor da empresa.
Por fim, preencha o bloco “Fontes de Receita” com a lista das fontes que você considera mais promissoras. Aqui, é onde você captura suas estratégias de geração de receita.
Utilize-o para organizar as fontes mapeadas e descreva cada uma em detalhes. Especifique como você pretende monetizar cada uma delas e como elas se relacionam com outros elementos do seu modelo de negócios.
As fontes de receita podem estar diretamente relacionadas a outros componentes do BMC, como segmentos de clientes, canais de distribuição e proposta de valor. Certifique-se de que o seu modelo esteja coeso com as demais partes.
Teste e compare diferentes fontes de receita
A concepção de teste e mensuração é fundamental para descobrir os modelos de receita mais eficazes para um negócio. Por isso, meça o desempenho das fontes através de métricas como taxa de conversão, receita gerada e feedback dos clientes.
Compare os resultados e identifique quais fontes de receita mostram o maior potencial de lucro, escalabilidade e aceitação dos clientes.
Criação de negócios como ferramenta para desenvolver novas fontes de receita
Tanto startups quanto corporações tradicionais podem encontrar no desenvolvimento de novos negócios um caminho para testar e validar modelos de receita.
Uma das maiores produtoras de destilados do mundo, a Beam Suntory contou com a expertise da Play Studio (empresa da FCamara) para tirar do papel a ideia de um novo negócio D2C. Assim, surgiu a Drinksquad, plataforma de venda e relacionamento das marcas do grupo com os consumidores.
A partir de uma parceria estratégica com o e-commerce de vinhos Evino, o negócio nasceu com o objetivo de explorar a comercialização de produtos diretamente ao consumidor final. No Brasil, essa era uma fonte de receita ainda inexplorada pela marca, que passou a contar com um novo modelo de negócios.
Esse tipo de iniciativa reflete o tipo de desafio em que a multinacional brasileira FCamara atua ao lado de empresas de diferentes setores da economia, como varejo, serviços financeiros, saúde e indústria. Nesse cenário, nossa atuação vai além da transformação tecnológica e se traduz em transformar potencial tecnológico em valor estratégico e duradouro, ajudando negócios a prosperarem em um novo mundo.
Atuamos na criação de novas fontes de receita por meio da estruturação de novos modelos de negócio, da monetização de ativos subutilizados e da adoção estratégica de inteligência artificial.
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