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A importância do estudo de viabilidade financeira para novos negócios

As corporações globais já entenderam que a criação de novos negócios é uma imensa oportunidade de inovação diante das incertezas nos próximos anos. Não à toa, metade dos CEOs de grandes empresas já o coloca entre suas três principais prioridades estratégicas, de acordo com a quinta edição anual de uma pesquisa da consultoria McKinsey & Company.

No entanto, apenas pertencer a uma companhia de grande porte não garante o sucesso do empreendimento. O êxito envolve diversos fatores que precisam ser levados em consideração, e um estudo de viabilidade financeira para novos projetos é fundamental para desenhar o “mapa da mina” e alcançá-lo.

O estudo de viabilidade confirma os melhores caminhos para um novo negócio. Dita as rotas que o aproximam de gerar lucros e ajuda a evitar riscos previsíveis através da análise de indicadores.

Tudo isso já se tornou praxe no universo das startups, mas não é tão presente quando falamos de iniciativas de inovação em grandes empresas. Porém, com a crescente relevância do Corporate Venture Building em todo o mundo, torna-se cada vez mais necessário trazer esse assunto à tona também para executivos de corporações.

Se você está em busca de informações e explicações sobre esse tema, aqui você encontra um guia completo sobre o que é um estudo de viabilidade financeira para novos negócios, sua importância e como fazê-lo corretamente. 

O que é um estudo de viabilidade financeira?

O estudo de viabilidade financeira é a análise de um conjunto de indicadores, informações e estimativas cujo resultado indica se uma ideia é capaz de se manter de pé financeiramente e quanto tempo é necessário para isso acontecer. Seja um negócio, um produto ou serviço, aponta se o projeto é ou não viável.

Em outras palavras, ele responde se o esforço e o investimento necessários para desenvolver determinada ideia são compatíveis com o retorno financeiro que ela trará.

Também chamado de modelagem financeira, trata-se de uma combinação de análises sobre projeção de receitas, custos e despesas para encontrar indicadores como a Taxa Interna de Retorno (TIR). Além disso, inclui o estudo do potencial do público-alvo e a análise do mercado.

O resultado é uma avaliação completa, que oferece mais segurança à companhia e aos investidores na tomada de decisão sobre a viabilidade da iniciativa e seu real potencial de retorno.

A diferença entre viabilidade econômica e financeira

O conceito de viabilidade econômico-financeira engloba dois fatores diferentes. Logo, é preciso compreendê-los para aplicar da maneira correta na hora de desenvolver um novo projeto, produto ou negócio. Abaixo, explicamos a diferença entre os dois.

  • A viabilidade econômica se refere à análise macro para definir se a iniciativa é ou não viável. Para isso, indicadores-base são avaliados e a resposta é direta para o status do projeto.
  • Já a viabilidade financeira leva em conta o impacto do empreendimento para a companhia. Tem como base de estudo diversas condições, como o capital necessário aos vários custos projetados para que a operação seja colocada em prática.

Qual é o momento certo para desenvolver uma análise de viabilidade financeira para um novo negócio?

O momento certo é antes de comprometer recursos relevantes, mas depois que já existe clareza mínima sobre o modelo de negócio.

Na prática, isso significa posicionar a análise de viabilidade financeira entre a etapa de exploração, quando hipóteses são levantadas e discutidas, e o início da viabilização, quando começam os testes, protótipos e MVPs.

Esse timing é importante porque a análise precisa de insumos básicos (proposta de valor, público, fontes de receita e estrutura de custos), mas ainda deve influenciar decisões estratégicas. Feita cedo demais, vira exercício teórico. Feita tarde demais, perde poder de direcionamento.

Por isso, o papel da análise nesse momento é responder uma pergunta fundamental: vale a pena investir tempo e dinheiro para validar esse negócio?

Como definir a viabilidade de um negócio?

A viabilidade de um negócio é avaliada pelo seu potencial de ser lucrativo, ou seja, sua capacidade de gerar mais receita do que despesas e manter uma Taxa Mínima de Atratividade (TMA) que garanta a sustentação e segurança para os investimentos aportados.

Na maioria dos casos, a viabilidade não vem a curto prazo. Pelo contrário. É preciso resiliência, muitos testes e a confiança, que só é minimamente garantida através de um estudo de viabilidade financeira.

5 indicadores de viabilidade financeira

Para definir se o novo negócio é viável ou não, o estudo analisa alguns indicadores. São eles que vão dizer se vale a pena investir e dar início àquele projeto, quão longe ele pode chegar e qual é o risco envolvido.

Sendo assim, 5 indicadores de viabilidade financeira são essenciais para qualquer modelo. Conheça abaixo:

  • Capital de Giro Inicial: investimento total necessário para executar a operação ao longo do tempo simulado;
  • Valor Presente Líquido (VPL): calcula o valor presente de receita futura para prever o lucro sobre o investimento realizado, através da Taxa Mínima de Atratividade, e encontrar indícios sobre lucro ou prejuízo;
  • Break-even: também chamado de ponto de equilíbrio, calcula o mês em que a operação passa a gerar resultados positivos – receita maior que custos;
  • Payback: indica o tempo necessário para que o investimento inicial seja recuperado totalmente;
  • Taxa Interna de Retorno (TIR): apresenta a porcentagem de retorno sobre o investimento através do cálculo de periodicidade do fluxo de caixa.

Indicadores de viabilidade financeira

Indicadores de viabilidade essenciais para novos negócios e projetos de inovação.

Como fazer um estudo de viabilidade financeira?

Uma vez definido qual será o negócio a ser desenvolvido, o desafio de realizar a análise de viabilidade é colocado à mesa. Entender quais são os recursos necessários para colocar o projeto de pé é tão importante quanto a própria ideia, o que torna essa etapa fundamental para a assertividade da escolha.

O estudo de viabilidade financeira deve ser desenvolvido em quatro etapas principais:

  1. Definir blocos essenciais;
  2. Buscar informações;
  3. “Planilhar” os dados;
  4. Contar a história.

A seguir, detalhamos o passo a passo para te ajudar a entender como fazer um estudo de viabilidade financeira para um novo negócio.

1. Definir blocos essenciais

Na lógica da programação, a primeira etapa seria como pensar no algoritmo. É aqui que devem ser definidos os drivers (ou blocos) e as premissas de simulação.

É preciso, por exemplo, estimar o mercado total da solução e a fatia que o novo negócio pode conquistar ao longo do tempo. Também entram aqui o ticket médio e todas as simulações de custo e despesas com desenvolvimento, marketing, tecnologia e equipe ano a ano.

2. Buscar informações

Nesta segunda etapa, a missão é buscar as informações para preencher os blocos determinados na etapa anterior. Geralmente, os dados podem ser estimados por meio de pesquisas, de benchmarks e do próprio conhecimento da empresa, do investidor, da consultoria ou do empreendedor.

É comum ainda que a informação não exista exatamente da forma como a etapa de definição de blocos imaginou. Quando isso acontece, é preciso repensar a forma de fazer a simulação.

3. Planilhar

Chegamos à modelagem financeira propriamente dita, com suas planilhas e cálculos. Consultorias são especialistas nesse momento, mas as Corporate Venture Builders trazem a expertise no desenvolvimento de negócios para ir além.

Partimos de simuladores com lógicas próprias e fórmulas ajustadas, além da experiência de cofundar dezenas de empreendimentos corporativos, visando assertividade nas análises. Assim, geramos dados e projetamos indicadores que mostram se há, ou não, viabilidade.

Esses simuladores facilitam a visualização de cenários distintos,  mais conservadores ou agressivos, por exemplo, e o que esperar de cada um deles em termos de investimento necessário, receita total obtida, etc.

4. Contar a história

A última etapa é estruturar os resultados em uma história que possa ser contada para o investidor, o cliente ou o empreendedor. Na prática, significa amarrar o modelo de negócio com as premissas financeiras para indicar quais são os resultados das principais análises. Entender, por exemplo, a geração de receita para o investidor, necessidade de investimentos, taxa e tempo de retorno, entre outros.

Afinal, é viável dessa forma? E, se a resposta for negativa, de que outra forma poderia ser? É a inovação saindo do campo abstrato para o concreto.

A importância do acompanhamento de resultados

É importante considerar que, quando o estudo de viabilidade financeira é desenvolvido, estamos ainda no campo de hipóteses e ideias. Porém, quando o projeto é de fato viabilizado, a análise deve ser constante através de dados, que continuarão respondendo se ele é ou não financeiramente viável.

Essa inclusão contínua de informações permite que a modelagem financeira indique se o projeto está evoluindo de acordo com o planejado. Só assim será possível confirmar o bom andamento e, quando surgir, descobrir algum sinal vermelho que deva ser observado com mais atenção. Por exemplo, se o investimento previsto para um ano foi utilizado em apenas três meses, temos aí um alerta claro de que algo não vai bem.

Disciplina é a palavra-chave. Para que uma grande ideia seja colocada em prática de forma sustentável e se transforme em um empreendimento lucrativo, é preciso rever os dados de forma frequente.

É justamente nesse ponto que a FCamara se destaca: guiada pelo posicionamento tech-first, business-always, AI-now, a multinacional brasileira atua como um ecossistema de tecnologia e inovação, ajudando empresas a transformar dados em decisões e estratégias em execução. Com soluções que vão da modernização de plataformas digitais à aplicação de dados, cloud e inteligência artificial, apoiamos negócios que precisam crescer com mais controle, previsibilidade e eficiência.

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