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Equipe representando healthtech

O que é uma healthtech e como a inovação está mudando a saúde no Brasil

Depois do boom das fintechs, chegou a hora de as healthtechs ganharem espaço no Brasil e levarem inovação ao segmento da saúde. O estado de emergência provocado pela pandemia de COVID-19 acelerou o processo de transformação digital no setor, que agora coloca as startups de healthcare em evidência.

Segundo o Mapeamento HealthTechs 2025 do SUPERA Parque, o ecossistema brasileiro conta com 1.216 healthtechs ativas, com forte concentração em São Paulo (636), Rio Grande do Sul (185) e Minas Gerais (102). Desse total, 77% atuam em soluções voltadas à gestão.

Enquanto esse mercado se aquece em território brasileiro, destacam-se healthtechs como Alice (gestora de saúde), Doctoralia e Dr. Consulta (consultas médicas), que entregam soluções direto ao paciente. Mas o segmento não se limita a isso. A Vizio Med, por exemplo, utiliza inteligência artificial para aumentar a eficiência de diagnósticos de câncer.

Dos remédios entregues na porta de casa às teleconsultas, a área da saúde está inovando e as healthtechs estão prontas para assumir a frente dos desafios e necessidades da inovação no setor.

Ao longo deste artigo, você vai conferir uma breve explicação sobre o que são healthtechs, como elas estão mudando o cenário da saúde no Brasil e no mundo e como o Venture Building pode ajudar a potencializar esses novos negócios.

Acompanhe a leitura.

O que é uma healthtech?

O nome healthtech varia das palavras saúde (health) e tecnologia (tech). Essas startups são empresas focadas em soluções tecnológicas para o segmento da saúde, que visam facilitar a vida do paciente com soluções inovadoras, trazendo novas tecnologias para o setor médico.

Assim como acontece com as fintechs, que se apresentam através de bancos digitais ou soluções nichadas, as healthtechs também podem operar em diferentes áreas de atuação.

O Distrito HealthTech Report Recap 2024, produzido pela Distrito com apoio da ABSS e epharma, mostra nove categorias principais, que vão desde telemedicina, diagnóstico e tratamento até Wearables & IoT, tecnologia para monitoramento de pacientes.

Categorias de healthtechs por área de atuação:

  • Acesso à informação;
  • Gestão e PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente);
  • Marketplace;
  • Medical Devices;
  • Telemedicina;
  • Wearables & IoT (dispositivos vestíveis e Internet das Coisas);
  • Relacionamento com pacientes;
  • Inteligência artificial & Big Data;
  • Farmacêutica e Diagnóstico.

Há também startups que atuam em um modelo mais próximo às principais áreas que conhecemos das instituições de saúde, como a Alice.

Intitulada como uma “gestora de saúde”, é uma empresa que disponibiliza planos semelhantes aos tradicionais, com atendimento em clínicas e hospitais, ao mesmo tempo em que incorpora o uso da tecnologia para apoiar a manutenção da qualidade de vida do paciente, mesmo quando ele não está doente.

Em 2022, a startup paulista captou US$ 125 milhões em rodada Série C, liderada pelo SoftBank Latin America Fund (com participação de Kaszek, ThornTree e outros), elevando seu funding total para cerca de US$ 174,8 milhões até aquele momento.

O boom das healthtechs e a inovação no segmento de saúde

Assim como em qualquer outro segmento, a saúde encara a necessidade de inovar. É preciso reduzir custos médicos e entregar uma melhor experiência para o paciente, usar dados para aumentar a eficiência de tratamentos, além de diversos outros desafios que pairam sobre as empresas do setor há anos.

Tudo isso pode ser resolvido (ou otimizado) através da tecnologia. É aí que entram as healthtechs. Nos Estados Unidos, a Amazon evoluiu sua aquisição da startup PillPack (em 2018 por US$ 753 milhões) para a Amazon Pharmacy, que em 2025 processou milhões de entregas personalizadas de remédios a domicílio, eliminando a necessidade de à farmácia.

Da mesma forma que já acontece na compra de outros itens do dia a dia, a expectativa é de uma mudança total na forma como consumimos remédios. Afinal, se os e-commerces já respondem por uma parcela significativa dos hábitos de compra, então o que separa as pessoas de também adquirir medicamentos online?

A Memed, plataforma gratuita de prescrições digitais, facilita a vida de médicos, farmacêuticos e pacientes por meio da automatização de receitas e uso de inteligência artificial. A solução elimina diversas etapas no processo de dispensação de medicamentos e torna a receita física obsoleta, substituindo-a por um QR code que o paciente apresenta no momento da compra na farmácia.

Além disso, o usuário encontra alertas no caso de interações medicamentosas e tem acesso rápido a bulas e tratamentos registrados na base de dados do site e aplicativo. A startup emitiu mais de 104 milhões de receitas em 2024, consolidando mais de 80% do market share de prescrições digitais no Brasil.

Já o Dr. Consulta, uma das healthtechs brasileiras pioneiras, nasceu com o propósito de atender as dores do público que não tinha como arcar com os custos de um plano de saúde tradicional. A empresa já conta com mais de 5,5 milhões de pacientes atendidos e receita superior a R$ 1 bilhão em 2024, expandindo para mais de 100 unidades físicas e digitais. Esses são apenas alguns dos exemplos de healthtechs que participam do boom desse mercado, que já soma mais de 1.300 players espalhados pelo Brasil, conforme o Mapeamento HealthTech 2024.

Como mais de 52 milhões de beneficiários (dados ANS/Fiocruz), o país encontra nas empresas tech a chance de preencher lacunas de acesso e alcançar novos patamares de inovação no setor.

Pelo mundo, o segmento que une saúde e tecnologia foi avaliado em mais de US$ 8,5 trilhões em 2025, com projeções de crescimento acelerado, segundo o McKinsey Global Health Report 2025.

Como o Venture Building pode ajudar healthtechs a se desenvolverem?

As venture builders têm como objetivo auxiliar no desenvolvimento e aceleração de startups e com as healthtechs não é diferente.

Diante dos desafios de um mercado como o da saúde, aplicar conceitos de Venture Building, como validação rápida de mercado, construção de MVPs enxutos, busca por product-market fit orientado a dados e estruturação operacional desde o início, torna-se cada vez mais necessário para um crescimento saudável e estruturado.

Viveo e Far.me: como estamos modelando novos negócios através do Corporate Venture Building

Um dos maiores conglomerados de saúde no país, a Viveo buscou a ajuda da Play Studio (empresa do ecossistema da FCamara) após investir na healthtech Far.me e ampliar sua gama de soluções. Sem contar com uma operação própria no ramo de farmácias, a corporação viu a oportunidade de inovar e se aproximar do cliente final, fortalecendo sua estratégia D2C.

A Far.me tem um modelo de negócio focado em facilitar tratamentos medicamentosos, principalmente junto a pacientes crônicos. O assinante dos serviços Far.me recebe em casa seus medicamentos já sortidos de acordo com a recomendação médica. A solução chamou a atenção da Viveo, que apostou em seu potencial.

A Viveo buscou a Play Studio para, em conjunto com a Far.me, idealizar os próximos grandes passos do negócio e validar novos caminhos e soluções.

A parceria gerou ricos aprendizados, passando por discussões de estratégia; testes de canais de venda; revisões de portfólio de produtos; entre outros temas. O suporte da Viveo e a solução da Far.me, aliados à nossa expertise de negócios e a metodologia, tornam essa cocriação possível.

Em suma, o setor de saúde exige inovação com agilidade, eficiência e foco nas pessoas. Nesse cenário, a multinacional brasileira FCamara apoia algumas das maiores empresas do segmento com soluções que conectam estratégia, tecnologia, inteligência artificial e conhecimento de negócio para otimizar custos, melhorar experiências e acelerar resultados. 

Com frentes especializadas como Health Experience, Open Health e Health Lab, ajudamos organizações a estruturar, testar e escalar iniciativas com mais consistência e menos risco. Quer saber como inovar no seu negócio? Fale com nossos especialistas aqui.

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